O professor Adriano (foto) foi o candidato mais votado da oposição - que teve 63% dos votos mas acabou derrotada pelas regras da eleição e pelo professor Bispo que só teve apenas 37%. Democracia no CEFET ainda não descobriu a votação em segundo turno
A eleição do Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso pedia um segundo turno. Mas o nível de organização e discussão dentro da antiga Escola Técnica ainda é muito raso, a democracia ali ainda não se estabeleceu completamente. O fato é que as eleições da última quarta-feira acabaram dando o poder a um candidato minoritário, o professor José Bispo Barbosa que foi declarado vencedor com a minoria dos votos. Ele teve o apoio de 37% dos votantes contra 63% dos votos dados à oposição, representada pelas candidaturas de Adriano Breuning (32%) Wilson Conciani (27%) Gilson Lima (3,7%) e Eduardo Ferreira da Cunha (0,3%). O certo seria Bispo e Adriano disputarem um segundo turno visando estabelecer um comando forte para o CEFET, de tantas tradições e tantas responsabilidades. E todo é fácil concluir que, no segundo turno, se a democracia do CEFET já fosse uma democracia evoluída, a direção teria tudo para ficar nas mãos da oposição e não nas mãos de quem ficou. Ressalte-se que, além de ter uma grande minoria em relação aos votos da oposição, o professor Bispo - que contou com apoio aberto da máquina eleitoral do PSDB, representada por políticos como Edivá Alves e Carlos Carlão Nascimento, que também são professores da escola - foi derrotado por Adriano Breuning na votação entre os alunos.
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