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Parece que Pagot desistiu do processo contra Adriana Vandoni

12/01/2009 - 12:51:00

Esperando Pagot
Por Adriana Vandoni

A semana começa sem graça. Veja, hoje é dia 12 de janeiro de 2009. O único 12 de janeiro de 2009 da história destepaís, aliás, da história da humanidade. Pois bem, estava marcada para hoje, às 14h, a audiência na 10ª vara criminal de Cuiabá para que eu explicasse umas coisinhas ao diretor geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot e seu advogado. Porém, novamente não fui intimada. Diferente da vez anterior em que o Oficial de Justiça, intrigantemente alegou não ter encontrado meu endereço, desta vez a intimação não foi feita porque “a parte autora”, Luiz Pagot, “não se manifestou quanto aos meios a serem oferecidos para que o Oficial de Justiça desse o efetivo cumprimento”, segundo documento do Oficial de Justiça, Sr. Manuelson Moreira Rondon, que por isso, devolveu o mandado ao cartório. (veja o documento clicando na imagem).

O que isso quer dizer? Que o autor do pedido de explicação é responsável por fornecer os meios para que o Oficial de Justiça entregue a intimação. Ou seja, Pagot não demonstrou interesse, pois possivelmente ele tenha se dado por satisfeito com as respostas já publicadas por mim e tenha percebido que escolheu errado o seu alvo e por isso quis evitar uma confrontação direta e pessoal.

Esta atitude do Sr. Pagot não me causou espanto. Depois que o Ministério Público denunciou um esquema de desvio de dinheiro público e citou, na denúncia, os laços de amizade entre Pagot e um dos denunciados como facilitador do trânsito do acusado no governo do estado, seu interesse diminuiu.

Isto comprova que sua intenção nada mais era que me intimidar, me pressionar. Mas não deu certo. Pagot escolheu a pessoa errada. Não intimidou nem a mim, nem ao meu advogado, Dr. Eduardo Mahon. Afirmo e reafirmo que ímpetos fascistas não me acuam nem me calam, pelo contrário. Não me curvo ao autoritarismo deste senhor, nem à sua verborragia.

No mês passado Pagot distribuiu um artigo à toda imprensa de MT, dizendo que esse processo tinha o objetivo de defender sua honra, que segundo ele, havia sido aviltada por mim. Vai ver que neste caso não há o que defender ou ele tenha percebido que nesse quesito ele é autosuficiente. Cada um sabe até onde deve e pode ir. Para alguns a defesa da honra só se dá em discursos inflamados ou distribuição de releases, aliás, através de discursos processa-se até senador e o xinga de “patife”. Sustentar o discurso cara a cara é que são elas.

Mas se Pagot está satisfeito com as minhas respostas já publicadas, eu não estou satisfeita com a omissão dele. Como disse anteriormente, este cidadão tem muito mais a explicar a mim e à população brasileira que eu a ele. Quero que ele comente as denuncias de inoperância do órgão que ele dirige, que explique as más condições das estradas brasileiras que mataram uma média de 27 pessoas por dia neste fim de ano, segundo a Polícia Rodoviária Federal, que esclareça as irregularidades em licitações apontadas pelo TCU. Quero saber sobre a Ação Civil Pública que ele responde no Ministério Público Federal. Enfim, em matéria de dever respostas e esclarecimentos, ele ganha de mim.

Uma lástima! Mas se o senhor Pagot desistiu de “defender sua honra”, eu não. Por isso continuo dizendo: que venha Pagot e toda sua turma de botina ou sua tropa de coturno.

 
OBS: Para não causar “estranheza” ao advogado, soube da data e hora da audiência, sem mágica, feitiço ou informação sigilosa privilegiada, apenas com uma busca no site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. E o documento assinado pelo Oficial de Justiça é público. Beleza?

Fonte: Prosa e Política

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