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A Palestina é aqui - Comunidade Muçulmana e Movimentos Sociais protestam contra terrorismo de Israel

14/01/2009 - 12:03:00

JOHNNY MARCUS

Palavras do judeu nascido na Romênia, Elie Wiesel, em seu discurso ao receber o Prêmio Nobel da Paz em 1986:

"Eu juro nunca me silenciar não importa onde e não importa quando seres humanos forem vítimas de sofrimento e humilhação. Devemos sempre tomar partido. A neutralidade está sempre do lado do opressor, nunca do oprimido [...] Toda vez que homens, mulheres e crianças forem perseguidos e torturados por causa de questões políticas ou religiosas, aquele lugar, naquele momento, deve se tornar o centro do universo".

Palavras sábias de alguém que conheceu de perto e sobreviveu aos horrores do Holocausto no campo de concentração de Buchenwald. O discurso de Wiesel é ainda mais eloqüente diante da perplexidade do mundo frente aos ataques maciços de Israel contra a Faixa de Gaza. Contudo, é extremamente injusto condenar uma nação inteira por conta da intransigência dos seus líderes. O primeiro ministro israelense, Ehud Olmert, não representa a alma e o coração do povo de Israel, da mesma forma que George W. Bush não representava a alma e o coração do povo estadunidense.

Esta terça-feira, 14 de janeiro, foi marcada por protestos no mundo todo contra o verdadeiro massacre que vem ocorrendo na Faixa de Gaza, mesmo após a determinação do Conselho de Segurança da ONU de um imediato cessar-fogo. É sempre bom lembrar que a secretária de Estado dos Estados Unidos Condoleezza Rice, se absteve da votação.

O protesto pacífico aconteceu na Praça Alecastro, e foi promovido pela Sociedade Beneficente Muçulmana de Cuiabá. Centenas de pessoas pararam para ouvir o manifesto lido pelo jovem Ahmad Jarrah. Com voz emocionada, Ahmad alertou que a Palestina é responsabilidade de todos, e que não precisa de pena do mundo, mas de justiça e liberdade. Entre os muitos movimentos sociais presentes, o destaque foi para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que teve menção honrosa no manifesto: "A causa do MST é a causa da Palestina. E a causa da Palestina é a causa do MST", declarou Ahmad.

Por fim, o discurso da Sociedade Muçulmana acabou por confundir-se com o de Elie Wiesel: "O fim da guerra somente será possível através da pressão internacional".

 

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