O desembargador Orlando Perri, que foi corregedor geral de Justiça do TJ-MT, no período em que Paulo Lessa presidiu o Tribunal garantiu, neste final de noite de quinta-feira que Lessa lhe informou que está se aposentando "para poder descansar e curtir um pouco a vida, como já vinha planejando há tempo". De acordo com Perri, com a saida de Lessa, "o TJ-MT perde um desembargador da maior dignidade". Perri lamentou que se possam fazer especulações desonrosas com relação a Lessa, neste momento. "Tenho certeza de que na coletiva desta sexta, o desembargador Paulo Lessa esclarecerá tudo", afirmou.
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DEU NO MIDIANEWS:
Paulo Lessa se aposenta do TJ-MT por "desmotivação"
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Ex-presidente do TJ teve papel fundamental no processo de afastamento de dez magistrados pelo CNJ
RAMON MONTEAGUDO
DA REDAÇÃO
O desembargador Paulo Lessa, de 60 anos, entrou nesta tarde com pedido de aposentadoria junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Ex-presidente do Poder, ele foi (ao lado de Orlando Perri) um dos responsáveis pelo processo que culminou com a aposentadoria compulsória de dez magistrados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no último dia 23 de fevereiro. O pedido foi aceito e Lessa foi oficialmente aposentado por tempo de serviço, já que acumula mais de trinta anos de magistratura. Mesmo assim, se quisesse, ele poderia permanecer atuando até os 70 anos.
Segundo apurou o MidiaNews, Paulo Lessa alegará nesta sexta-feira, durante entrevista coletiva marcada para as 10 horas, que tomou a decisão por motivos pessoais. Entre eles, a falta de motivação para continuar com suas atribuições. Isso, principalmente, em função da crise institucional por que passa o Judiciário mato-grossense.
"Após o afastamento dos dez magistrados pelo CNJ, o clima ficou extremamente carregado no Tribunal. Ele confidenciou a amigos que estava desmotivado e sem condições de exercer à altura suas funções. Mas ele sai absolutamente tranqüilo, convicto de que ajudou em muito o Poder, exercendo os cargos de presidente, corregedor e tendo papel importante para a instalação de Comarcas pelo interior e na própria construção do Palácio da Justiça", afirmou uma fonte do TJ, agora à noite.
Segundo a fonte, apesar de saber que seu pedido, na atual circunstância, poderá ser encarado como uma espécie de "fuga", Lessa não titubeou. "O fato de se aposentar não o exime de possíveis responsabilidades cíveis ou criminais. É óbvio que ele sabe disso, portanto, nesse sentido, não muda nada. A aposentadoria foi, sem dúvida alguma, por desmotivação mesmo", disse.
fonte Midianews
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