Em sua coletiva, o desembargador Paulo Lessa disse não temer qualquer investigação em torno dos pagamentos a magistrados e servidores feitos durante a sua gestão. Garantiu que as listas divulgadas fartamente pela cidade, desde o ano passado, se constituem em manipulações grosseiras. "Essas panilhas de pagamentos foram manipuladas criminosamente e divulgadas criminosamente. Eu não recebi o que falam que recebi. Esta é uma das questões que serão esclarecidas assim que for divulgada a inspeção que está sendo feita pelo CNJ. A partir daí vou estudar a possibilidade de acionar na Justiça todos aqueles que assacaram contra a minha honra e a honra de minha família". Lessa não quis aprofundar-se na análise dos números, dizendo que só falará novamente sobre o assunto depois que o CNJ divulgar seu parecer. O repórter Jonas Campos, da TVCA, quis saber exatamente quanto Lessa teria pago para ele mesmo, mas ele disse que não iria entrar nestes detalhes. "Foi mais de um milhão de reais, desembargador?", insistiu Jonas. "Claro que não, menos que isso", disse Lessa.
O fato de Paulo Lessa ter se aposentado no mesmo dia em que surgiram as noticias sobre uma possível ação do STJ contra uma quadrilha que estaria vendendo sentenças no TJ-MT, segundo ele não passou de uma simples coincidência.
Lessa definiu a série de denuncias sobre corrupção no Judiciário, com a punição dos 10 magistrados e agora com as investigações que a Polícia Federal estaria conduzindo para o STJ como "um furúnculo que veio a furo.
Enock Cavalcanti nasceu em 18 de maio de 1953, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Estado do Rio de Janeiro. Filho de Manoel Paulo da Silva, vendedor autônomo e de Josefa Cavalcanti da Silva, a Dona... (continuar lendo)
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