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JOSÉ ANTONIO LEMOS: Os trilhos da ferrovia precisam chegar a Lucas, Nova Mutum, Tapurah, Sorriso, Sinop, e delas a Santarém, Vilhena e ao Pacífico, passando, porém, por Rondonópolis e Cuiabá

16/03/2010 - 07:55:00

Ministra parabéns!
JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS 


Parabéns ministra Dilma! Vossa Excelência parece ter percebido a tempo que uma obra tão importante para Mato Grosso – para o bem ou para o mal - como a recém concebida ferrovia ligando Goiás a Rondônia, passando por Lucas do Rio Verde e Sapezal, deveria ter sido ao menos anunciada na capital do estado durante a visita que fez outro dia a Cuiabá. Seria uma consideração mínima a um estado que nas últimas décadas vem despontando como campeão brasileiro em produção, e à sua capital. Vossa Excelência parece ter percebido a tempo que sua candidatura não pode ser rebocada por grupos que acham que seus interesses precedem aos interesses do estado.

Mato Grosso não suporta mais os altos custos impostos pela sua atual logística de transportes. Nem pode mais esperar por esta criminosa ciranda em que transformaram seu principal projeto ferroviário. A ferrovia é urgente, para ontem, ou mais precisamente, para uns 20 anos atrás. Os trilhos precisam chegar já a Lucas, Nova Mutum, Tapurah, Sorriso, Sinop, e delas a Santarém, Vilhena e ao Pacífico, passando, porém, por Rondonópolis e Cuiabá não só para escoar a produção mato-grossense, mas também para trazer mercadorias e insumos diversos, materiais de construção, combustíveis, etc., reduzindo os custos econômicos e ambientais de nossos produtos, e poupando as vidas cotidianamente ceifadas por uma malha rodoviária defasada e assassina. Lucas do Rio Verde está a cerca de 350 quilometros de Cuiabá, que por sua vez está a uns 210 quilômetros de Rondonópolis, onde os trilhos já estão chegando pelo próprio PAC, na concessão da Ferronorte. Porque então trocar esta alternativa real por outra com mais mil quilômetros, que deve ainda equacionar impactos no Parque do Xingu e cruzar o Araguaia em um de seus pontos mais sensíveis ambientalmente? Aliás, tempos atrás surgiu também um novo trajeto entre Cuiabá e Rondonópolis, com o dobro da distância, sob o pretexto de “viabilizar” a chegada da ferrovia a Cuiabá. Semana passada, em duro discurso no Senado sobre o assunto, o senador Jayme Campos perguntou se tem gente que pensa que o mato-grossense é idiota.

Cuiabá e Várzea Grande juntas, queiram ou não, formam o maior pólo concentrador de cargas do estado. Passa por elas toda a carga produzida a oeste da área de influência da BR-163 destinada ao sudeste brasileiro, seja para exportação via seus portos ou para consumo interno, e que não se resume à soja. E seguirá passando a não ser que se perprete este verdadeiro seqüestro de cargas de Mato Grosso para Goiás com a construção antecipada da ligação de Lucas a Uruaçu.

Evidente que é importante a Leste-Oeste, desde que após a implantação do traçado já concedido à Ferronorte, que além de execução mais rápida, consolidará a espinha dorsal de Mato Grosso, marcada pelo eixo da Br-163. A construção precipitada de uma ferrovia transversal, partirá Mato Grosso ao meio, criando duas economias, a nova centrada em Goiás, ambas fracas, voltando à rabeira da economia nacional, sem voz e sem vez. Um campeão nacional não merece ser apunhalado.

Que bom se em breve a ministra remarcar sua visita a Mato Grosso, desta vez para trazer a inclusão no PAC dos trechos da Ferronorte entre Rondonópolis e Cuiabá e de Cuiabá até Lucas, ou mesmo até Sorriso ou Sinop, em seu total muito mais rápido, mais barato e melhor para Mato Grosso do que essa ferrovia para Goiás. Aí sim uma ferrovia para todo Mato Grosso, integrando o estado sem deixar nenhuma região excluída. E que outros presidenciáveis façam o mesmo. E que prossigam os estudos da Leste-Oeste e de outros projetos realmente importantes para Mato Grosso. Aos mato-grossenses resta o voto.

*

JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é professor universitário. joseantoniols2@gmail.com

Comentários
J.A.Mifares - 17/03/2010 17:24
Parabéns Zé Lemos, Isso tudo não passa de mais uma promessa de campanha da turma da botina. Já faz quase 40 anos que foi aprovado o projetoda ferrovia ligando Cuiabá a SãoPaulo e até agora ela não chegou sequer a Rondonópolis. Agora querem fazer uma outra ligando Goiás e Lucas do Rio Verde. É pura balela, mentira, enganação. Aliásn nem sequer a duplicação da rodovia ligando Cuiabá a Rondonópolis, por onde passam 12.000 veículos por dia saiu do papel. É bom que o eleitor cuiabano fique atento, pois o verdadeiro objetivo é isolar Cuiabá. Esse pessoal ainda pensa em dividir Mato Grosso, como alías é um projeto que Silval já defendeu publicamente. Fiquem atento. Não caiam no canto sereia.
Dayann - 16/03/2010 22:41
propaganda eleitoreira apenas, hipocresia ! o engraçado é que é muito mais facil prometer coisas novas do que terminar o que ja existe... kd a ferronorte em Rondonópolis e Cuiabá ? ? ?
AUGUSTO - 16/03/2010 17:43
Essa ferrovia vai preparar mato grosso para se tornar um estado forte a exemplo do paraná,parabens a todos que trabalham.
roberto - 16/03/2010 14:34
sera que isto nao e so para ganhar voto esta ferrovia so e falada em epoca de eleicoes este governador e candidato ao senado ele quer soganhar voto e depois ele vai para brasilia e nao fala mais nistotoma cuidado povo para votar os mentirosos estao saindo para ganhar seu voto
roberto - 16/03/2010 14:34
sera que isto nao e so para ganhar voto esta ferrovia so e falada em epoca de eleicoes este governador e candidato ao senado ele quer soganhar voto e depois ele vai para brasilia e nao fala mais nistotoma cuidado povo para votar os mentirosos estao saindo para ganhar seu voto
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