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Cláudio Stábile, da OAB, estrila, diz que servidores são radicais e que recusa em aceitar carta de crédito reforça argumento de que greve fere legalidade. "Qualquer cidadão comum recebe cartas de crédito ou precatórios", reclama

27/07/2010 - 09:09:00
CLáudio Stábile quer que greve seja declarada ileegal e que servidores sejam constrangidos a interromper seu movimento
CLáudio Stábile quer que greve seja declarada ileegal e que servidores sejam constrangidos a interromper seu movimento

Presidente da OAB afirma que greve vira radicalismo

RAFAEL COSTA
Especial para A Gazeta


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso, Cláudio Stábile, classificou de "radical" a decisão dos servidores do Judiciário de optar pela paralisação por tempo indeterminado. A recusa em aceitar o pagamento dos passivos da URV por meio de carta de crédito, em sua opinião, reforça o argumento de que a greve fere a legalidade. "Qualquer cidadão comum recebe créditos do Estado por meio de cartas de crédito ou precatórios. Não há outra modalidade, e pela movimentação percebe-se que estão insistindo em algo que não tem possibilidade de ser cumprido", afirmou.

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) ajuizou ação declaratória no Tribunal de Justiça (TJ/MT) solicitando que a greve fosse considerada ilegal, no entanto, o recurso foi rejeitado. A OAB/MT já ingressou com agravo regimental para que a proposta de considerar a paralisação ilegal seja reiterada pelo plenário.

Stábile assegurou que vai intermediar junto ao Judiciário para que seja encontrada uma solução imediata, em especial, espera que seja apreciado com rapidez os recursos que considerem a ilegalidade do movimento por extrapolar normas constitucionais.

"O Judiciário mato-grossense está abandonado, sem o funcionamento devido das Comarcas e comprometendo o desempenho da classe de advogados e o próprio andamento processual que envolve diferentes pessoas. Os municípios do interior, que já sofrem com o déficit de magistrados e servidores, são os mais prejudicados. É um impasse que precisa ter fim para o bem da população", argumentou. Os grevistas alegam que não há inconstitucionalidade.
   
JUDICIÁRIO EM RISCO
Carta de crédito não é bem vista e a greve continua

Rafael Costa
Especial para A Gazeta


Servidores do poder Judiciário rejeitaram, em assembleia geral, a proposta do governador Silval Barbosa (PMDB) de autorizar a emissão de carta de crédito para auxiliar e no pagamento dos passivos da conversão da URV (Unidade Real de Valor) para a moeda vigente, e continuam em greve por tempo indeterminado.

Impasse entre o Judiciário e servidores vem desde 1994 e atinge o montante de R$ 243 milhões a ser pago.

Numa postura radical, decidiram permanecer em greve, mesmo com a ameaça de ter o ponto de trabalho cortado pelo Tribunal de Justiça (TJ/MT), o que implica em não receber salários nos próximos meses. Na pauta do Judiciário está a apreciação pelo plenário, em breve, de dois recursos que consideram ilegal o movimento grevista.

"Não aceitamos o pagamento via carta de crédito porque já foi autorizado aos profissionais da Educação e a Polícia Militar e Civil não conseguiram receber seus direitos por meio disso. Continuaremos unidos e só retornaremos ao trabalho com o imediato atendimento das nossas reivindicações", explicou Rosenwal Rodrigues, presidente do Sindicato dos Servidores do Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat).

As discussões prolongadas por mais de quatro horas foram marcadas pela divergência de interesses de oficiais de Justiça e servidores de outras categorias. Ao final decidiu-se em encaminhar em conjunto uma contraproposta à cúpula do Judiciário que propõe cronograma de pagamentos mensais a partir de 2011 dos benefícios que serão pagos à categoria, auxílio-alimentação de R$ 400 desde que seja ampliado aos oficiais de Justiça e aos incorporados e imediato cumprimento da resolução 48 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que exige, preferencialmente, formação de nível superior em Direito para preenchimento dos cargos.

A paralisação dos servidores do Judiciário atinge 21 Estados e mais o Distrito Federal e já dura 83 dias. Dos 5,5 mil servidores mato-grossenses, uma média de 4 mil estão de braços cruzados desde o dia 3 de maio, o que tem gerado discussões no meio jurídico a respeito da sua validade. Embora a greve de categorias do serviço público seja autorizada pela Constituição Federal, entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem alertado para abusos.

Em entrevista dada A Gazeta e divulgada neste final de semana , o presidente nacional, Ophir Cavalcante, criticou a paralisação. "A OAB defende o instituto da greve, mas não há a possibilidade de se ter uma greve que não respeite parâmetros legais.O Judiciário não pode permanecer paralisado como está no Mato Grosso, sobretudo nas Comarcas do interior, praticamente está entregue às baratas", argumentou.

FONTE A GAZETA

Comentários
Folclrore - 28/07/2010 12:52 - Ip: 189.10.40.2
Eis a exata medida do posicionamento do presidente da OAB acerca dos fatos circundantes a greve dos servidores do TJMT: servidores são "pessoas comuns" e por isso devem se contentar com papéis podres,logo, no contraposto, deve admitir que desembargadores, juízes e apaniguados sejam "especiais" e por isso receberam seus créditos em dinheiro, tenha dó!
Nhô Só - 28/07/2010 12:16 - Ip: 189.59.47.78
Uma sugestão aos Advogados do Estado de Mato Grosso: Paguem as mensalidades da OAB-MT com cartas de crédito. Se o Presidente da Ordem aceitar eu aceito receber minhas URV em carta de crédito. Por favor Sr Presidente, me dê uma resposta a minha sugestão.
Zé Ninguém bota a boca no trobone. Vão trabalhar seus va.... digo, servidores!!! - 28/07/2010 11:58 - Ip: 187.116.156.135
Servidores dos intersses próprios. Isso que vcs são. Não sou juiz, não sou advogado, não sou servidor do judiciário, apenas um Zé Ninguém que paga impostos pra pagar salário de servidor que não trabalha. Essa greve já ultrapassou os limites da razoabilidade, do legal e do justo. A radicalização esta clara nos comentários aqui postado, nas declarações do presidente do sindicato. Tb agora, nós os Zé Ninguém do Povo vamos radicalizar... (será que isso vai adiantar? afinal nós somos o povo, o zé ninguém )
Maria Joana - 27/07/2010 23:49 - Ip: 201.88.50.3
o que que esse advogadinho de porta de cadeia já fez até hoje, pra ajudar a solucionar esse problema do judiciário??? que proposta ele ajudou a formular pros servidores jhá que o José Silvério é um banana mandado pelos outros, o que voce tem feito hein????? jogado lenha na fogueira é claro, seu DESESTABILIZADO.
Diana - 27/07/2010 22:30 - Ip: 187.54.113.227
Que falta a Luciana Serafim faz na OAB.
Mauricio - 27/07/2010 20:07 - Ip: 189.10.9.220
Perguntem para esse tal de Stábile, que está se valendo da causa dos servidores para aparecer na mídia, se ele gostaria de receber os honorários em carta de crédito.......kkkkk.....aposto que não...então é melhor ficar calado pois em boca fechada não entra mosca e esses comentários são de uma pessoa no mínimo mal instruída sobre os motivos pelos quais os servidores do tj até o presente momento não aceitaram as propostas do tj (porque em sua maioria foram rídiculas no mínimo). Alias se ele aceita um desafio meu, coloca uma plaquinha lá no escritório dele assim "atendo os servidores de todos os órgão do Estado, União e Municípios, com pagamento do honorário feito em carta de crédito." Acho que seu escritório estaria com bem mais movimento do que atualmente, seu oportunista.
Dolores - Sugestão - 27/07/2010 19:30 - Ip: 201.88.47.181
Se ocorrer a declaração de ilegalidade, estaremos totalmente arrasados, portanto, se na m#$%& estaremos, FECHAMOS 100% DAS UNIDADES do Estado... aí quero ver. Vão falar com razão que extrapolamos os limites que nos são constitucionais. Aliás, prá que lei mesmo não é? não são cumpridas mesmo. QUE PRESIDENTE MAIS desavidado???? Perguntar qual tem aplicabilidade imediata: lei ou "parecer" cnj?? oras bolas, faça-me o favor!! Qual faculdade mesmo o Sr. se formou? para lá não mandarei meus filhos, sobrinhos...
servidora indignada - 27/07/2010 19:01 - Ip: 201.88.229.81
Gostaria de deixar registrado uma simples pergunta, se por um acaso a OAB trocaria nossas Cartas de Crédito, sem deságio algum???? já que elas são tão seguras,líquido e certo recebê-las não é mesmo????
Agora Vai - 27/07/2010 17:18 - Ip: 189.10.40.2
Fora instábili, vamos fazer o bota fora desse incopetente... FORA!!! FORA!!! Agora Sai.
Mireni Costa - 27/07/2010 16:50 - Ip: 200.101.113.207
Eu só gostaria, em cárater de urgência, que o Sr. Cláudio Stábile comunicasse à imprensa que desembargadores,juízes e funcionários do alto escalão já receberam os seus créditos em espécie. Se é para agir com irresponsabilidade colocando a culpa pelo caos do judiciário nas costas do servidor que seja no mínimo coerente, não se manifeste pela metade, publique no site da OAB a lista com os nomes e valores que cada um deles recebeu. Todos temos direito a ter e defender nossas idéias mas sejamos corretos, justos e éticos ou para o Senhor esses são valores ultrapassados. Informe à sociedade o que é uma carta de crédito e o que significa para o servidor recebê-la. Informe ainda a sociedade onde os desembargadores e juízes descontaram suas cartas de crédito, aí sim vou respeitar o posicionamento do Senhor, caso contrário são palavras sem conteúdo que não merecem crédito.
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