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SERVIDORES DO JUDICIÁRIO UNI-VOS! - Greve de 4 meses já é um marco histórico. Importante é compreender que servidores do Judiciário de MT tem organização e força para parar quando for preciso!

03/09/2010 - 07:54:00
Quatro meses de greve - um marco histórico dos servidores do Poder Judiciário, na defesa de seus direitos
Quatro meses de greve - um marco histórico dos servidores do Poder Judiciário, na defesa de seus direitos

A VERSÃO DO TJ - PRAZOS DA LEI DE RESPONSABILIDADE CIVIL IMPEDEM NOVA NEGOCIAÇÃO

Quatro meses de greve. Os servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, que vão se reunir em assembléia geral, mais uma vez, nesta sexta-feira, 3 de setembro, são lutadores vitoriosos - pois, com seu movimento que paralisa todas as comarcas do Estado - estão dando um exemplo soberbo da capacidade de luta quem tem a classe trabalhadora.
Na assembléia desta sexta-feira será novamente discutida a possibilidade do fim da greve. O fato é que se a categoria. depois de uma reflexão criteriosa, resolver parar e retomar o seu trabalho, os desembargadores que comandam o Tribunal de Justiça podem ter uma certeza: estão diante de uma categoria que atingiu um padrão avançado de organização e que estará sempre pronta a paralisar novamente o Judiciário se o TJ não se mostrar capaz de cumprir os compromissos que anuncia. Para negociar com estes servidores é preciso ter honra, senhores desembargadores!
Com seu movimento, os grevistas do Poder Judiciário conseguiram, até agora, garantir o compromisso de que, a partir de novembro, em seus holeritas, passará a constar um auxilio alimentação de R$ 400 reais. O pagamento do saldo da URV também é compromisso assumido pelo TJ e deverá ser implementado a partir de janeiro de 2011.
Ainda há muito o que conquistar. Os servidores do Poder Judiciário, todavia, contam hoje com a certeza de que, unidos e reunidos em torno do seu Sindicato, o Sinjusmat, se constituem na categoria dos trabalhadores mais mobilizados de todo o Estado de Mato Grosso. Não dá pra brincar com quem sabe a força que tem! Não dá mais pra enrolar esses servidores impunemente.
A maior vitória dos servidores, neste movimento, tem sido a unidade com que conseguiram implementar sua luta. A PAGINA DO E que tem acompanhado bem de perto esta greve, e está sempre ao lado dos trabalhadores que lutam por seus direitos, entende que a vitória dos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso já é uma referencia para todas as categorias de servidores de nosso Estado.

 

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A VERSÃO DO TJ

Vedação imposta pela LRF encerra negociação

Nesta quinta-feira (2 de setembro), o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Silvério Gomes, lamentou, mais uma vez, a postura irredutível adotada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) durante as negociações em torno do movimento grevista, e que culminou na impossibilidade de atender as reivindicações da categoria ainda este ano diante do impedimento contido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
 
Uma última tentativa para atender os pleitos da categoria foi expressa no Ofício nº 1579/2010/PRES, encaminhado ao Sinjusmat em 27 de agosto último, por meio do qual o desembargador presidente reiterou proposta anteriormente feita à categoria por meio do Ofício nº 1537/2010/PRES, enviado ao Sinjusmat em 23 de agosto. No documento, o presidente enfatizou o compromisso com a execução da proposta formulada, apelando aos servidores para o retorno imediato ao trabalho. Demonstrou ainda o presidente os esforços empreendidos em várias tratativas com o governo do Estado para o fim de obter a suplementação orçamentária para dar efetividade às propostas asseguradas aos servidores.
 
Associado a isso, o juiz auxiliar da Presidência, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, manteve reunião ampliada com dirigentes e representantes da categoria na última quinta-feira (26 de agosto), quando chamou a atenção para os prazos expressos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, ressaltando a urgência de uma definição em torno da proposta apresentada.
 
Além da necessidade de retorno imediato às funções, a proposta feita ao Sinjusmat versava em torno de três itens: encaminhamento ao Tribunal Pleno de projeto de lei para fixação de auxílio-alimentação no valor de R$ 400 a partir de novembro de 2010, excluindo-se desse cômputo servidores comissionados e incorporados; pagamento parcelado do passivo da URV a partir de 2011; e encaminhamento ao Tribunal Pleno de minuta relacionada à Resolução 48 do CNJ, prevendo que o cargo de oficial de Justiça passaria a exigir, como requisito para provimento, a conclusão do curso de bacharel em Direito. Caso os servidores retornassem ao trabalho, a Administração havia se comprometido a convocar sessão extraordinária do Tribunal Pleno, ainda dentro do prazo previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, para a apreciação das matérias.
 
“Lamentavelmente, apesar do incansável esforço da Administração em propor alternativas que pudessem contemplar os interesses da categoria, dentro das possibilidades orçamentárias, o sindicato manteve-se irredutível quanto ao retorno imediato dos servidores a seus postos de trabalho, mesmo sem desconhecer as claras regras impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, asseverou o presidente do TJMT. O magistrado lembrou que, conforme disposto no parágrafo único do artigo 21 da LRF, é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder. Ou seja, como o mandato do desembargador presidente encerrará no final de fevereiro de 2011, o prazo limite para o encaminhamento dos projetos de lei à Assembléia Legislativa terminou na última terça-feira (31 de agosto).

 

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CORTE DE PONTO

Mérito do mandado de segurança será julgado dia 9



O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso julgará na próxima quinta-feira (9 de setembro) o mérito do Mandado de Segurança Coletivo nº 50788/2010, que trata da Portaria nº 424/2010, que determina o retorno imediato dos servidores ao trabalho ou o desconto na folha de pagamento dos dias parados. O documento, assinado pelo desembargador presidente do Tribunal de Justiça, José Silvério Gomes, foi publicado em 12 de maio, mas teve a eficácia suspensa por decisão liminar. A sessão começa às 14 horas.

Para emissão da portaria, o desembargador presidente considerou que não existia justa causa para a greve, o que obrigava, portanto, a Administração do Poder Judiciário a tomar uma atitude com o objetivo de restabelecer as atividades, sob pena de impor prejuízos irreparáveis à sociedade, usuária e razão final da existência dos serviços judiciários.
      
Decisões anteriores do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal também serviram de base para o desembargador presidente determinar o corte de ponto. Entre elas a do ministro Vicente Leal, do STJ, na qual está relatado que “a greve implica ausência de serviço e, enquanto não editada a lei complementar definidora das situações decorrentes da greve, impõe-se o desconto de remuneração dos dias de paralisação”. E do ministro Gilmar Mendes, do STF, que ao decidir questão relacionada à greve dos auditores da Receita Federal, consignou que “não há que se cogitar de prestação de serviço e, portanto, de pagamento de salários, se ocorrer a suspensão dos serviços.

Comentários
Boa Paulo Carvalho - 03/09/2010 17:44 - Ip: 187.90.189.174
Parabens Paulo, de uns tempos para cá venho notando justamento o seu comentario nesse tão conceituado blog e essa palhaçada do dono do mesmo "Enock Cavalcvanti", a imparcialidade nunca existiu, ele so coloca o que mandam, pq quem ta segurando essa greve somos nós os burros de carga enquanto ele se refresca com o MOA ganhando dinheiro, Enock, até tu BRUTUS! Coloque todas as opiniões, comentarios,que lhes forem enviados ou faça que nem a pagina do SUJUSMAT que nem espaço tem para comentarmos. PT saudações , me decepcionei com vc.
O SILVÉRIO ENROLOU ATÉ EXPIRAR O PRAZO E NO SITE DO TJMT ELE SÓ COLOCA MENTIRAS - 03/09/2010 17:20 - Ip: 201.57.88.32
PESSOAL, O SILVÉRIO ENROLOU ATÉ EXPIRAR O PRAZO, AGORA ESTAMOS TODOS FERRADOS, VEJA NO SITE DO TJMT, ELE QUER NOS FERRAR COMPLETAMENTE E SÓ COLOCA MENTIRAS DIZENDO QUE FEZ PROPOSTA, QUANDO NA VERDADE ELE MESMO FOI QUEM NÃO CUMPRIU AS PROPOSTAS FEITAS POR ELE QUANDO NÓS SERVIDORES ACEITAMOS, PESSOAL O ÚNICO JEITO É FAZER GREVE TOTAL DE 100% EM TODOS OS SERVIÇOS, POIS JÁ QUE ELE VAI CORTAR O PONTO MESMO, ENTÃO NINGUEM MESMO DEVE TRABALHAR, NEM QUE FOR PRECISO NÓS FICARMOS DE FRENTE COM A POLÍCIA, POIS COMO TODOS SABEMOS ELE VAI RECORRER A FORÇA POLICIAL, COMO FAZIA OS DITADORES ANTIGAMENTE, QUE TAL O ALGUM TERRORISTA MANDAR UM OU DOIS AVIÕES PARA COLIDIR COM O PREDIO DO TJMT? SERIA UMA BOA, ASSIM A COISA PODE MUDAR, DO CONTRÁRIO A CORDA SÓ ARREBENTA DO LADO MAIS FRACO, GREVE ATÉ MARCO DE 2011. ENOCK PUBLICA ESTA MENSAGEM NO SITE.
pedro pereira - 03/09/2010 14:47 - Ip: 189.53.89.5
É Presidente Rosenval! Mais uma vez faltou o jogo claro e aberto, pois os ofícios da Pres/TJ destinados ao Sinjusmat já alertava sobre o prazo da LRF, com a condicionante de retorno imediato. Por outro lado, também não justifica a desculpa do Pres. do TJ, haja vista que dava pra cumprir os prazos sem deixá-lo caducar. Vocês, me desculpem, mas são os grandes responsáveis por tal cagada. Se alguém me perguntar se ganhamos com a paralisação; sem titubiar responderei que ganhamos mas não levamos. Foi uma paçoca só. Sobrou para todo mundo e até para o povo da maçonaria. Só que os nossos direitos ficaram para o ano que vem. Sem contar que os 16.66%, que já é Lei e não depende da LRF, nos foi tirado na claridade do dia. Esqueçam que a partir de janeiro de 2011 teremos pagamento da urv e auxílio alimentação. Se sair, isto vai depender da fé de cada um de nós, só será a partir de março/11, e olha lá. Em sintise, se levarmos em conta a conta a receber, só ficou na promessa do pagamento e, quanto a jornada laboral de 07 horas, até a lei eles desrespeitaram com o não pagamento a partir de julho da 2ª parcela de 16.66%. Então, para finalizar nem empate obtivemos. Fomos, a meu ver, derrotado com um gol no último minuto da prorrogação. Volto arrasado, cabisbaixo, envergonhado e com a consciência do dever não cumprido. Fomos, mais uma vez, os bobos da corte, massa de manobra e de uso para outros, que sequer lutaram, receberem os seus direitos. Tó enojado e entojado dessa vergonha.
VAMOS FAZER HISTÓRIA GENTE - 03/09/2010 12:26 - Ip: 189.97.236.47
O PAGAMENTO DOS 16,66% NÃO HÁ DE SE FALAR EM LEI DA RESPONSABILIDADE FISCAL, PORQUE ESSE VALOR JÁ FOI ORÇADO O ANO PASSADO. KD O DINHEIRO????????? QUEM DISSE QUE IREMOS FICAR INERTE ESPERANDO VIR ESSE CARECA SEM HUMANIDADE E SEM SABER NADA DE LEIS CORTAR O QUE JA TINHA SIDO SANCIONADO E ASSINADO PELO GOVERNADOR, BLAIRO MAGGI VC FOI O UNICO QUE NÃO GOSTOU DA APOSENTADORIA DOS 11 MAGISTRADOS, SILVAL VOCÊ DEVERIA PEDIR O DINHEIRO QUE ERA PARA NOS PAGAR OS 16.66% E MAIS OS DOS APOSENTADOS E SEUS ASSESSORES QUE FOI RATIADO ENTRE OS GABINETES E QUE JA FOI ESCRITO AQUI, MAS ENOCK FICOU COM MEDO DE COMENTAR, CADÊ A IMPARCIALIDADE ENOCK, TODO O TJ SABE QUE O DINHEIRO FOI RATIADO ENTRE OS GABINETES DO QUE FICARAM NA EPOCA, POR ISSO TODO O DINHEIRO ACABOU. E MAIS ROSENVAL, NAO IREMOS VOLTAR, FAÇA COM QUE O MERITO DESSES NOSSOS 16.66% QUE O BURRO DO RUBENS INDEFERIU A LIMINAR QUE DEFERIA TER SIDO PROTOCOLIZADA NO CNJ SEJA JULGADA IMEDIATAMENTE , CASO CONTRARIO A GREVE CONTINUA, MEU VOTO SENHOR BLAIRO MAGGI, SILVAL OS SENHORES PERDERAM E MAIS CARECA DEVOLUTO ANO QUE VEM SE NÃO FOREM PAGOS OS 16.66% QUE VOCES FICARAM COM ELES E JANEIRO PRIMEIRA PARCELA DE URV, ABONO PECUNIARIO, REINICIA COM GREVE, PARA QUEM FOR COVARDE DE VOLTAR AGORA APOS 4 MESES DE LUTA SEM NADA!!! POSTA OS COMENTARIOS TODOS ENOCK, CHEGA DE COVARDIA POR PARTE DOS PODEROSOS EM CIMA DOS SERVENTUARIOS DA JUSTIÇA TEM GENTE PRECISANDO DE DINHEIRO PRA TRATAMENTO DE SAUDE EM PESSOA DE FAMILIA, CAMBADA DE FDP............
servidor - 03/09/2010 11:11 - Ip: 201.57.234.129
O SENHOR PRESIDENTE NÃO pretendia fazer nada, esperava ganhar pela expiração do prazo eleitoral, eis o porque do silencio. Mas ganhou??? Acho que não! O que fez foi expor a incapacidade da administração de lidar com a situação, Mas ganhou??? CREIO DEIXOU PREPARADA MAIS UMA GREVE PARA O ANO QUE VEM, ATÉ L VISTA
Paulinho Borda - 03/09/2010 10:42 - Ip: 201.11.134.62
Essa o Sr. não ganhou Senhor Presidente do TJ. O Sr. simplesmente ficou inerte e nada fez e nada nunca pretendeu fazer. Eis o porque de nenhuma proposta aceitável. Levou três meses para fazer uma proposta indecente que poderia ter feito nos primeiros três dias de greve e desencadear negociações. Porem, não pretendia fazer nada, esperava ganhar pela expiração do prazo eleitoral, eis o porque do silencio. Mas ganhou??? Acho que não! O que fez foi expor a incapacidade da administração de lidar com a situação; A sociedade ficou todo esse tempo sem o serviço judiciário por responsabilidade sua. Sim, sua porque seus próprios pares entenderam a greve como legal; Expôs a fragilidade e nebulosidade das contas salariais dos servidores, que o DPP, com tão bem "qualificados" servidores não sabem dizer quanto cada um tem a receber ou a pagar (ou não querem dizer, ou tem medo de dizer e suas contas estarem erradas e pagarem mico frente ao CNJ); e arranjou ainda, outra greve para o inicio do ano que vem. O que restou de bom nisso tudo, se é que alguma coisa de bom restou, foi que provocou a devassa nas constas do TJ que quando revelada lavará a alma dos servidores.
Servidora desanimada - 03/09/2010 10:19 - Ip: 187.6.109.154
O PAGAMENTO DOS 16,66% NÃO HÁ DE SE FALAR EM LEI DA RESPONSABILIDADE FISCAL, PORQUE ESSE VALOR JÁ FOI ORÇADO O ANO PASSADO. KD O DINHEIRO?????????
Servidora desanimada - 03/09/2010 10:15 - Ip: 187.6.109.154
SE OS ADMINISTRADORES DO TJ CUMPRISSEM COM SUAS OBRIGAÇÕES, AS QUAIS SERIAM: NOS PAGAR O QUE É DEVIDO NO TEMPO CERTO, NÃO TERIA ACUMULADO ESTE MONTANTE E NÃO ESTARIA HOJE VEDADO PELA LRF. QUE DECEPÇÃO GOVERNANTES DO TJ/MT!!!!!!
PLANTÃO DE NOTICIA - 03/09/2010 10:08 - Ip: 201.34.245.218
A possibilidade dos servidores perderem o mandado de segurança (corte do ponto) que será julgado pelo Tribunal Pleno no dia 9 do corrente mês é de 99%, vamos ficar ligados.Na minha opinião deveriamos ir todos os servidores para esse Tribunal.
Senhor tenha misericórdia de nós!!!!!!!!! - 03/09/2010 09:30 - Ip: 189.59.75.37
Vedação imposta pela LRF encerra negociação Nesta quinta-feira (2 de setembro), o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Silvério Gomes, lamentou, mais uma vez, a postura irredutível adotada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) durante as negociações em torno do movimento grevista, e que culminou na impossibilidade de atender as reivindicações da categoria ainda este ano diante do impedimento contido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Uma última tentativa para atender os pleitos da categoria foi expressa no Ofício nº 1579/2010/PRES, encaminhado ao Sinjusmat em 27 de agosto último, por meio do qual o desembargador presidente reiterou proposta anteriormente feita à categoria por meio do Ofício nº 1537/2010/PRES, enviado ao Sinjusmat em 23 de agosto. No documento, o presidente enfatizou o compromisso com a execução da proposta formulada, apelando aos servidores para o retorno imediato ao trabalho. Demonstrou ainda o presidente os esforços empreendidos em várias tratativas com o governo do Estado para o fim de obter a suplementação orçamentária para dar efetividade às propostas asseguradas aos servidores. Associado a isso, o juiz auxiliar da Presidência, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, manteve reunião ampliada com dirigentes e representantes da categoria na última quinta-feira (26 de agosto), quando chamou a atenção para os prazos expressos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, ressaltando a urgência de uma definição em torno da proposta apresentada. Além da necessidade de retorno imediato às funções, a proposta feita ao Sinjusmat versava em torno de três itens: encaminhamento ao Tribunal Pleno de projeto de lei para fixação de auxílio-alimentação no valor de R$ 400 a partir de novembro de 2010, excluindo-se desse cômputo servidores comissionados e incorporados; pagamento parcelado do passivo da URV a partir de 2011; e encaminhamento ao Tribunal Pleno de minuta relacionada à Resolução 48 do CNJ, prevendo que o cargo de oficial de Justiça passaria a exigir, como requisito para provimento, a conclusão do curso de bacharel em Direito. Caso os servidores retornassem ao trabalho, a Administração havia se comprometido a convocar sessão extraordinária do Tribunal Pleno, ainda dentro do prazo previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, para a apreciação das matérias. “Lamentavelmente, apesar do incansável esforço da Administração em propor alternativas que pudessem contemplar os interesses da categoria, dentro das possibilidades orçamentárias, o sindicato manteve-se irredutível quanto ao retorno imediato dos servidores a seus postos de trabalho, mesmo sem desconhecer as claras regras impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, asseverou o presidente do TJMT. O magistrado lembrou que, conforme disposto no parágrafo único do artigo 21 da LRF, é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder. Ou seja, como o mandato do desembargador presidente encerrará no final de fevereiro de 2011, o prazo limite para o encaminhamento dos projetos de lei à Assembléia Legislativa terminou na última terça-feira (31 de agosto).
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