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Fonte: http://paginadoenock.com.br/

MUDANÇA DE HÁBITO - Servidores consideram que defesa de redução da jornada e de suspensão do pagamento da segunda parcela do reajuste foi segunda facada pelas costas de Orlando Perri no movimento grevista

23/07/2010 - 17:02:00 | Comentários ( 44 )

No final do ano passado, a conquista do reajuste de 33,33% para os servidores, com o aumento da carga horária de 6 para 7 horas diárias e ininterruptas teve um grande defensor dentro do Pleno do Tribunal de Justiça: o desembargador Orlando de Almeida Pereira. O discurso de Perri, no Pleno, em defesa das 7 horas e do reajuste de 33,33% foi um dos fatores que contribuiram para que os servidores aceitassem encerrar aquela primeira paralisação. Agora, o espanto entre os servidores é geral, depois que Perri, contradizendo sua própria posição anterior, apareceu diante do governador Silval Barbosa, e diante dos demais desembargadores boquiabertos, defendendo o fiel cumprimento às determinações do CNJ e, para que o TJ não arcasse com despesas que suspostamente estariam acima de suas possibilidades, aventando até mesmo o retorno ao antigo expediente de 6 horas, com o corte da segunda parcela do reajuste. Tão forte foi o revisionismo em que mergulhou Orlando Perri que ele, que recentemente foi apontado por Manoel Ornellas como o grande orquestrador da paralisação dos servidores, se envolveu num pequeno bate boca com o sindicalista Rosenval Rodrigues que o taxou, diante dos demais desembargadores e diante também do governador Silval e dos seus secretários Eder Morais, Bruno Freite e Onofre Ribeiro, como um homem incoerente. Ninguém entende esta mudança de 180 graus no discurso de Orlando Perri. Para alguns de seus pares, o estresse das diversas batalhas em que ele tem se envolvido, dentro do TJ, tem lhe custado um pouco do seu equilibrio. "Ele é como um cão, que late, late mas depois se acalma e não morde ninguém", chegou a dizer um dos "semideuses" que compõem a roda de desembargadores, bastante reduzida desde que o CNJ e o STJ voltaram decididamente os seus olhos para o nosso Tribunal de Justiça. A primeira surpresa dos servidores com Perri - ou, a primeira facada pelas costas - teria sido o seu voto isolado a favor da decretação da ilegalidade da greve, numa sessão do Pleno em que 14 outros desembargadores acolhiam o parecer do desembargador Juracy Persiani, estabelecendo a goleada de 15 votos a 1, 15 votos contra Perri.

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