O jornalista Eduardo Gomes, que está suspendendo as atividades do seu blog na internet para se dedicar a produção de dois livros - um sobre Rondonópolis, outro sobre sua participação no jornalismo de Mato Grosso, depois de muitas negaças, torna publico neste final de semana sua adesão acritica a figura do deputado estadual José Riva (PP, a esquerda na montagem) , o parlamentar mais processado de Mato Grosso. Argumentando que Riva é uma espécie de unanimidade, pelo Mato Grosso a dentro, Gomes evita qualquer citação aos 118 processos a que Riva responde na Justiça. Nem fala da aventada possibilidade, documentada pelo MPE junto a Vara Especializada em Ação Civil Publica e Ação Popular, de que Riva, ao lado de Humberto Bosaipo e outros 20 e poucos acusados, seja o responsável pelo desvio de mais de MEIO BILHÃO DE REAIS dos cofres da Assembléia Legislativa de Mato Grosso. Eduardo Gomes também parece não se preocupar com a possibilidade, levantada nos processos que correm na Justiça, de que as possíveis falcatruas que Riva teria cometido, a frente daquela Casa de Leis, teria sido em parceria, em determinado momento, com as factorings comandadas pelo 'comendador' João Arcanjo Ribeiro (a direita, na montagem) , sempre apontado como chefe do crime organizado em Mato Grosso. Eduardo Gomes deixa entender que vai se juntar 'a multidão' que aplaude Riva e que, inclusive, ele, o jornalista Eduardo Gomes, vai votar em Riva e trabalhar, junto a sua familia, para que todos votem em Riva. Depois de ler o texto, fiquei imaginando - pode haver um fim de carreira para um blogueiro mais triste do que esse. Claro, esta é a minha humilde opinião. A multidão que aplaude e vota em Riva na certa haverá de acolher com canticos e louvores a adesão de mais esse novo convicto. Confira a confissão de Eduardo Gomes, a partir de agora, no meu torto entendimento, cada vez mais eleitor de Riva e cada vez menos jornalista e blogueiro.
De convicto
por EDUARDO GOMES
Durante muitos anos me deixei pautar pelas denúncias – sempre carregadas de pirotecnia - do Ministério Público e pelo ranço de seus desafetos formadores de opinião. Jamais escrevi uma linha construtiva sequer sobre ele. Nunca perdi a oportunidade de denunciá-lo.
Paralelamente a esse posicionamento percorria – ainda o faço – Mato Grosso revirando-o de cabeça pra baixo. Nessas andanças ouço em todos os lugares manifestações de carinho, agradecimento e de lealdade a ele demonstradas pelo eclético povo mato-grossense. Vozes roucas das lavouras, vilas e cidades apontam incontáveis conquistas que levam suas impressões digitas enquanto político de perfil municipalista.
Ao longo do tempo ouvi sobre o emaranhado do inferno e do céu que uns e outros lhe outorgam, mas nunca parei para refletir sobre isso, pois o que me interessava era unir minha voz à dos seus críticos.
Na tarde do domingo, 18 deste mês, estava no aeroporto de Alta Floresta para cobrir a visita do governador Silval Barbosa àquela cidade. Havia pouca gente no saguão, onde ouvi alguém dizer que ele desembarcaria em poucos minutos. A informação por linha atravessada me levou a refletir sobre o céu e o inferno onde o colocam.
Depois, do saguão fui para o lado de fora e o vi. Acompanhado pelo deputado federal Eliene Lima (PP) chegou ao meu lado. Eliene me cumprimentou, mas ele não. Há muito tempo não nos cumprimentávamos. Porém, estávamos muito próximos um do outro e lhe falei do meu texto duro e amargo. Na sequência expliquei que palmilho todos os cantos de Mato Grosso e que por onde ando seu nome é uma espécie de consensualidade na boca agradecida de mulheres e homens de todas as raças e credos, de pobres e ricos, e de jovens e idosos.
Após abordar a dualidade da minha relação com ele, disse-lhe que por razão de consciência e de coerência, a partir daquele instante passaria a vê-lo com o olhar do povo. A resposta foi um abraço acompanhado por um: “muito obrigado; você não sabe o quanto me fez bem ouvir isso”.
Arrematei a conversa dizendo-lhe que lhe daria meu voto como forma de contribuir com sua reeleição para deputado estadual e que esse compromisso espontâneo seria no campo familiar. Despedimo-nos. De longe o vi à noite num evento político de Silval Barbosa.
No dia seguinte peguei a MT-208 para Nova Monte Verde, onde ouvi moradores o elogiando. Voltei para casa convicto de que votar em José Riva (PP) é a melhor forma de dar voz ao povo.
Eduardo Gomes de Andrade é jornalista em MT
eduardogomes.ega@gmail.com
FONTE BLOG DO EDUARDO GOMES
PS: Este Editorial faz parte da edição de hoje do Jornal Diário de Cuiabá enquanto artigo de minha autoria, com o mesmo título, à Pág. A2 e da edição eletrônica do Diário: www.diariodecuiaba.com.br